domingo, 27 de fevereiro de 2011
Base Comunitária Militar
Ontem, 26-02-2011, estive a convite do Sargento Jorge, da Base Comunitária da Polícia Militar, situada na esquina das ruas Maj. Sertório com Cesário Mota Júnior no Bairro de Vila Buarque. Conversei sobre as dificuldades que as pessoas com necessidades especiais tem em se locomover pela cidade, especialmente os cadeirantes. Os policiais desta base tem orientação de multar quem não respeita as placas de estacionamento para deficientes e idosos ou quem para em frente as guias rebaixadas, normalmente nas esquinas das ruas.
Foto Google
Relatei minha experiência nesta área, falando que muitas vezes me deparei com a falta de cidadania de certas pessoas que não respeitam as vagas em estacionamento, principalmente dentro de shoppings, mercados e nas ruas da cidade e que quando são inquiridas dizem que só vão ficar uns minutinhos. A região onde prestam serviço abarcam a Santa Casa, universidades e muitos escritórios de serviço, gerando uma demanda por espaço de estacionamento muito grande, isso acarreta, muitas vezes, o não respeito as sinalizações verticais e horizontais no tocante aos símbolos universais das pessoas com necessidades especiais ou as guias rebaixadas.
O valor das multas é pequeno, não chega a R$ 58,00, mas concordamos que só “mexendo” no bolso do infrator é que poderemos alertá-los sobre o respeito que devem ter pelas normas estabelecidas. Foi dito também que o próprio Estado, que deveria ser o primeiro a dar o exemplo sobre acessibilidade não o faz, que este assunto deveria ser tratado nas auto-escolas e nas escolas em geral, na formação do cidadão.
Outro assunto que veio a tona foi sobre o policial militar que sofre lesão medular no exercício de suas funções e não são readaptados para continuar trabalhando na corporação, simplesmente são reformados e muitos tem enormes dificuldades em se adaptar a nova situação e assim desenvolvendo outras doenças gerando mais gastos para o Estado.
Foto Google
Relatei minha experiência nesta área, falando que muitas vezes me deparei com a falta de cidadania de certas pessoas que não respeitam as vagas em estacionamento, principalmente dentro de shoppings, mercados e nas ruas da cidade e que quando são inquiridas dizem que só vão ficar uns minutinhos. A região onde prestam serviço abarcam a Santa Casa, universidades e muitos escritórios de serviço, gerando uma demanda por espaço de estacionamento muito grande, isso acarreta, muitas vezes, o não respeito as sinalizações verticais e horizontais no tocante aos símbolos universais das pessoas com necessidades especiais ou as guias rebaixadas.
O valor das multas é pequeno, não chega a R$ 58,00, mas concordamos que só “mexendo” no bolso do infrator é que poderemos alertá-los sobre o respeito que devem ter pelas normas estabelecidas. Foi dito também que o próprio Estado, que deveria ser o primeiro a dar o exemplo sobre acessibilidade não o faz, que este assunto deveria ser tratado nas auto-escolas e nas escolas em geral, na formação do cidadão.
Outro assunto que veio a tona foi sobre o policial militar que sofre lesão medular no exercício de suas funções e não são readaptados para continuar trabalhando na corporação, simplesmente são reformados e muitos tem enormes dificuldades em se adaptar a nova situação e assim desenvolvendo outras doenças gerando mais gastos para o Estado.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Ufa.
Depois de minha reclamação junto a Sub-prefeitura da Sé, foi arrumada a guia rebaixada entre as Ruas Amaral Gurgel e Gal. Jardim. Não segue o padrão das outras guias rebaixadas, ve-se que quem terminou o serviço foi o pessoal da própria Sub-prefeitura e não a empresa que fora contratada para fazer o projeto original.
Estamos no caminho certo. Continuaremos a denunciar as mazelas que ocorrem na maior cidade do Brasil.
Estamos no caminho certo. Continuaremos a denunciar as mazelas que ocorrem na maior cidade do Brasil.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Jogos Paraolímpico
Volto ao tema pra parabenizar a equipe paraolímpica que esteve na Nova Zelândia e voltou com o 3º lugar, a melhor colocação dos últimos tempos.
Em 2016 a Paraolímpiada será realizada no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro e com certeza estaremos melhor preparado para brigar pelo primeiro lugar.
Parabéns Atletas Paraolímpicos Brasileiros.
As dificuldades em ser cadeirante na cidade de São Paulo
Dando continuidade a série de matérias sobre acessibilidade na cidade de São Paulo, trago hoje mais uma da série casa de ferreiro espeto de pau.
Ainda na região de Vila Buarque, na esquina da Amaral Gurgel com Gal. Jardim, um serviço que era para ser executado a mais de seis meses está abandonado. Explico, a Subprefeitura da Sé começou a refazer as calçadas de um dos lados da Amaral Gurgel, dando as mesmas um padrão, tirando aquelas imperfeições de uma calçada para a outra. Ocorre que em cada esquina deveria ser construída uma guia rebaixada e a empreiteira que venceu a licitação deixou para trás algumas por fazer, como mostram as fotos. Por incrível que pareça é dever da própria Subprefeitura fiscalizar o serviço o que não está sendo feito.
É função da Subprefeitura fiscalizar as calçadas da cidade, são os Agentes Vistores que deveriam reportar aos proprietários dos imóveis estas irregularidades e solicitar os concertos necessários. Nesta região a própria Subprefeitura da Sé resolveu refazer algumas calçadas, e deveria fiscalizar a execução das mesmas. Não o fez.
As calçadas estão bem deterioradas, dificultando a acessibilidade de cadeirantes, mães com criança em carrinhos de bebês, cegos e idosos. É uma pena.
Temos todos que cuidar cada vez mais e melhor de nossa cidade, afinal não sabemos como vai ser o dia de amanhã, qual será nossa ou de ente querido no quesito condição física.
É isso.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
A Dificuldade de se andar de Cadeira de Rodas em São Paulo - 2
Dando continuidade a materia de ontem,
hoje denuncio o IAB (Instituto de Arquitetura do Brasil), que fica entre as
Ruas Bento Freitas e Gal. Jardim, na Vila Buarque. O prédio é histórico e
como casa de ferreiro o espeto é de pau, sua marquise está ruindo,
colocaram sob ela escoras para sua sustentação e fecharam mais da metade da
calçada com tapumes. Ocorre que esta situação já está durando bastante tempo e ao que tudo indica, perdurará por mais algum tempo.
Antes dos tapumes, utilizava suas calçadas para ir e vir do trabalho, agora tenho que atravessar as ruas para pegar o outro lada da calçada.
Ao ver estas fotos, voces fazem uma idéia do que sobrou de "espaço" para caminhar. Um cadeirante tem que ser "ninja" afim de utrapassar estes obstáculos.
Tenho tentado entrar em contato com a Subprefeitura da Sé para fazer minha reclamação, não tenho conseguido pois o sistema que é usado para as reclações se baseiam em perguntas já feitas pelo contribunte e ainda não encontrei uma que se enquadre nas minhas reclamações.
As fotos monstram bem as dificuldades em ter acessibilidade plena em São Paulo. Amanhã trarei um absurdo ainda maior que diz respeito a própria Prefeitura. Aguardem.
hoje denuncio o IAB (Instituto de Arquitetura do Brasil), que fica entre as
Ruas Bento Freitas e Gal. Jardim, na Vila Buarque. O prédio é histórico e
como casa de ferreiro o espeto é de pau, sua marquise está ruindo,
colocaram sob ela escoras para sua sustentação e fecharam mais da metade da
calçada com tapumes. Ocorre que esta situação já está durando bastante tempo e ao que tudo indica, perdurará por mais algum tempo.
Antes dos tapumes, utilizava suas calçadas para ir e vir do trabalho, agora tenho que atravessar as ruas para pegar o outro lada da calçada.
Ao ver estas fotos, voces fazem uma idéia do que sobrou de "espaço" para caminhar. Um cadeirante tem que ser "ninja" afim de utrapassar estes obstáculos.
Tenho tentado entrar em contato com a Subprefeitura da Sé para fazer minha reclamação, não tenho conseguido pois o sistema que é usado para as reclações se baseiam em perguntas já feitas pelo contribunte e ainda não encontrei uma que se enquadre nas minhas reclamações.
As fotos monstram bem as dificuldades em ter acessibilidade plena em São Paulo. Amanhã trarei um absurdo ainda maior que diz respeito a própria Prefeitura. Aguardem.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A Dificuldade de se andar de Cadeira de Rodas no Centro de São Paulo
Já escrevi a esse respeito. Volto ao assunto porque nada foi resolvido. Trabalho na Rua Dr. Vila Nova, em dias que não está chovendo vou trabalhar de metrô, opto por descer na Republica. Começa minha saga logo na esquina da Rua Aurora com a Praça da Republica. A foto mostra a quantidade de lixo que é depositada ali. Seja pela manhã, eram dez e quinze, ou à noite, por volta das dezenove e trinta, dificulta qualquer um, ainda mais um cadeirante, já teve dia que precisei descer da calçada para a rua afim de chegar ao metrô.
Um pouco mais pra frente, uns cinquenta metros, fica o prédio da Justiça Federal, a calçada é uma desgraça. São estas fotos acima, foi nesta "calçada" que em um dia de chuva forte quebrei a rodinha da frente de minha cadeira e tive que fazer o percurso de volta na base do sufoco.
Os seguranças que ficam na porta sempre tem um comentário sacarstico a respeito da tal calçada. Eu rio! Pra não chorar.
Vou trazer esta semana mais algumas situações por quais passo no meu dia a dia. Há muito desrespeito por todos os lados e o que mais ironico: os prédios públicos que deveriam dar os melhores exemplos são os que não estão nem aí.
Por hoje é só.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Cidade do Futuro
Imagem Google
O Brasil está muito bem no Mundial Paraolímpico que acontece na Nova Zelândia, até ontem 27/01/2011, encontrava-se em terceiro lugar no quadro de medalhas. Nossos atletas tem demonstrado uma evolução espetacular. A cada competição se superam e o mais importante, a entrada de novos competidores o que mostra que as federações estão atentas às renovações.
A cidade onde acontecem os jogos é um destaque à parte. Toda adaptada às necessidades dos atletas. A reportagem do Jornal Nacional mostrou que cada canto da cidade foi pensado na inclusão. Todos os ônibus são adaptados, existem rampas ao lado de cada escada. Uma cidade para ser copiada.
O Brasil está muito bem no Mundial Paraolímpico que acontece na Nova Zelândia, até ontem 27/01/2011, encontrava-se em terceiro lugar no quadro de medalhas. Nossos atletas tem demonstrado uma evolução espetacular. A cada competição se superam e o mais importante, a entrada de novos competidores o que mostra que as federações estão atentas às renovações.
A cidade onde acontecem os jogos é um destaque à parte. Toda adaptada às necessidades dos atletas. A reportagem do Jornal Nacional mostrou que cada canto da cidade foi pensado na inclusão. Todos os ônibus são adaptados, existem rampas ao lado de cada escada. Uma cidade para ser copiada.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Notícias do Mundial Paraolímpico
Imagem Google
A cubana Yunidis Castillo ganhou segundo título no Campeonato Mundial de Atletismo para cegos, deficientes visuais e limitados fisico-motores em Christchurch, Nova Zelândia, depois chegar primeira em 200 metros.
Castillo, de 23 anos e recordista universal nessa modalidade, conquistou o primeiro lugar na categoria T-46 com um tempo de 12,20 segundo, recorde para essa competição.
Depois a cubana chegaram a russa Rodomakina Nikol, que registrou 12,50, e Carlee Beattie (12,90) da Austrália.
A cubana amputada do membro superior direito, esteve a 16 centésimos de sua primazia universal (12,04), alcançada em 10 setembro de 2008 nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.
Esta foi a segunda medalha de ouro para Castillo, depois de vencer os 200 metros com 24,86 segundo, diminuindo o 25,17 que ele fez na edição anterior de Assen, na Holanda, em 2006.
Prensa Latina
A cubana Yunidis Castillo ganhou segundo título no Campeonato Mundial de Atletismo para cegos, deficientes visuais e limitados fisico-motores em Christchurch, Nova Zelândia, depois chegar primeira em 200 metros.
Castillo, de 23 anos e recordista universal nessa modalidade, conquistou o primeiro lugar na categoria T-46 com um tempo de 12,20 segundo, recorde para essa competição.
Depois a cubana chegaram a russa Rodomakina Nikol, que registrou 12,50, e Carlee Beattie (12,90) da Austrália.
A cubana amputada do membro superior direito, esteve a 16 centésimos de sua primazia universal (12,04), alcançada em 10 setembro de 2008 nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.
Esta foi a segunda medalha de ouro para Castillo, depois de vencer os 200 metros com 24,86 segundo, diminuindo o 25,17 que ele fez na edição anterior de Assen, na Holanda, em 2006.
Prensa Latina
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Brasil Paraolímpico
Imagem Google
Mundial Paraolímpico de Atletismo: por um lugar no top 10 do mundo
Brasil tem 25 atletas na Nova Zelândia e a partir desta quinta projeta pelo menos repetir Pequim/2008.
A seleção brasileira paraolímpica de atletismo já provou que gosta de fazer história em lugares bem distantes do País. Na pequena cidade de Christchurch, com 400 mil habitantes e localizada na ilha sul da Nova Zelândia, os 25 competidores que estarão no Mundial querem fazer bonito e repetir a campanha dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008. O time projeta, ao menos, o 10.º lugar na classificação geral do esporte, mesma posição obtida há dois anos.
Mas, ao contrário do que ocorreu na China, o País pode ver mais atletas no topo do pódio. Em Pequim, os velocistas Lucas Prado e Terezinha Guilhermina dominaram os títulos nacionais. Eles competem na categoria T11, nas quais os atletas sofreram perda total de visão. Lucas ficou com três dos quatro ouros da equipe (venceu os 100 m, 200 m e 400 m) e Terezinha ganhou os 200 m. "O resultado de Pequim foi muito expressivo, mas temos condições de colocar outros atletas no alto do pódio além do Lucas e da Terezinha", garante Ciro Winckler, coordenador de atletismo do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). "Jonathan, Odair e Shirlene também são considerados favoritos para suas provas e temos outros nomes se fortalecendo."
Jonathan Santos (categoria F40 - anões), de 20 anos, foi quinto colocado no arremesso do peso em Pequim, mas esbanjou bons resultados em 2010: bateu sete recordes mundiais, no peso e no lançamento do disco. Em Christchurch, o alagoano estreará em Mundiais. Odair dos Santos (T11) e Shirlene Coelho (F37 - paralisia cerebral) sentiram o gostinho da medalha olímpica. O fundista ganhou três bronzes - nos 800 m, 5 mil e 10 mil metros. Em agosto, foi reclassificado (em Pequim competiu na categoria T12, para atletas com baixa visão) e tem ficado muito próximo dos recordes mundiais. Shirlene, por sua vez, garantiu a prata no lançamento do dardo, e também é dona da melhor marca da história na prova em sua categoria.
Lucas Prado admitiu que pretende repetir a trinca de ouro, mas também aposta em vários de seus colegas. "Vamos ter boas surpresas para o Brasil." Winckler garante que a preparação para a delegação brasileira foi a melhor possível e admite: os resultados já fazem do País um protagonista na competição. "Já começamos a ter um histórico de cobranças, a pressão será grande. Mas fizemos uma excelente preparação", aponta. "Tivemos apoio da psicóloga Regina Brandão, preparação fisiológica com a Unifesp e um trabalho específico para adaptação ao fuso."
Terceira edição. A Nova Zelândia recebe o terceiro Mundial Paraolímpico - as edições anteriores foram realizadas em Lille, na França, em 2002, e em Assen (Holanda), em 2006. As provas começam às 9 horas de sábado em horário local (18 horas desta sexta em Brasília), por causa do fuso de 15 horas. No dia 30, com a realização da maratona, que fecha a programação, terão desfilado 1.055 atletas de 79 países pela pista do Parque Olímpico Rainha Elizabeth 2.ª.
Mas, entre todos esses atletas, a principal estrela de Christchurch deve ser mesmo o sul-africano Oscar Pistorius. O velocista de 24 anos, campeão e recordista mundial dos 100 m, 200 m e 400 m na categoria T44 (amputados), é certamente o mais conhecido atleta paraolímpico do mundo. Pistorius empreendeu uma batalha judicial para ter direito a disputar a Olimpíada de Pequim entre os atletas sem deficiências. Acabou conseguindo o aval do Comitê Olímpico Internacional, mas não passou pelas seletivas de seu país.
A grande ausência é o irlandês Jason Smyth, o mais rápido paraolímpico do mundo. Competidor da categoria T13 (baixa visão), o velocista sofreu uma lesão nas costas e precisou desistir do Mundial. O atleta fez história em 2010: disputou o Campeonato Europeu de Atletismo, em Barcelona, Espanha, e conseguiu chegar às semifinais.
CONHEÇA O EVENTO
O Brasil em Mundiais
Lille (França) 2002 - 13 medalhas, com cinco ouros, quatro pratas e quatro bronzes
Assen (Holanda) 2006 - 25 medalhas, com quatro ouros, 11 pratas e 10 bronzes
Classificação funcional
Tem o objetivo de tornar justa a competição entre atletas com diferentes deficiências. O Comitê Paraolímpico Internacional (CPI) reconhece cinco categorias: paralisados cerebrais, deficientes visuais, cadeirantes, amputados e "les autres" (que não se encaixam em outras categorias). Os atletas são classificados após avaliação em três estágios: médico, funcional e técnico.
Classes
- Quanto menor o número, maior o grau de comprometimento
Provas de campo (arremessos, lançamentos e saltos)
F11 a F13 - deficientes visuais
F20 - deficientes intelectuais
F31 a F38 - Paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes e 35 a 38 para ambulantes)
F40 - anões
F41 a F46 - amputados e les autres
F51 a F58 - Competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações)
A competição
O Mundial Paraolímpico de Atletismo começa hoje e vai até o dia 30, em Christchurch, Nova Zelândia, palco de sua 3ª edição. A principal estrela é o sul-africano Oscar Pistorius. O velocista de 24 anos é campeão e recordista mundial dos 100 m, 200 m e 400 m na categoria T44 (amputados)
Fonte: Estadão
Mundial Paraolímpico de Atletismo: por um lugar no top 10 do mundo
Brasil tem 25 atletas na Nova Zelândia e a partir desta quinta projeta pelo menos repetir Pequim/2008.
A seleção brasileira paraolímpica de atletismo já provou que gosta de fazer história em lugares bem distantes do País. Na pequena cidade de Christchurch, com 400 mil habitantes e localizada na ilha sul da Nova Zelândia, os 25 competidores que estarão no Mundial querem fazer bonito e repetir a campanha dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008. O time projeta, ao menos, o 10.º lugar na classificação geral do esporte, mesma posição obtida há dois anos.
Mas, ao contrário do que ocorreu na China, o País pode ver mais atletas no topo do pódio. Em Pequim, os velocistas Lucas Prado e Terezinha Guilhermina dominaram os títulos nacionais. Eles competem na categoria T11, nas quais os atletas sofreram perda total de visão. Lucas ficou com três dos quatro ouros da equipe (venceu os 100 m, 200 m e 400 m) e Terezinha ganhou os 200 m. "O resultado de Pequim foi muito expressivo, mas temos condições de colocar outros atletas no alto do pódio além do Lucas e da Terezinha", garante Ciro Winckler, coordenador de atletismo do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). "Jonathan, Odair e Shirlene também são considerados favoritos para suas provas e temos outros nomes se fortalecendo."
Jonathan Santos (categoria F40 - anões), de 20 anos, foi quinto colocado no arremesso do peso em Pequim, mas esbanjou bons resultados em 2010: bateu sete recordes mundiais, no peso e no lançamento do disco. Em Christchurch, o alagoano estreará em Mundiais. Odair dos Santos (T11) e Shirlene Coelho (F37 - paralisia cerebral) sentiram o gostinho da medalha olímpica. O fundista ganhou três bronzes - nos 800 m, 5 mil e 10 mil metros. Em agosto, foi reclassificado (em Pequim competiu na categoria T12, para atletas com baixa visão) e tem ficado muito próximo dos recordes mundiais. Shirlene, por sua vez, garantiu a prata no lançamento do dardo, e também é dona da melhor marca da história na prova em sua categoria.
Lucas Prado admitiu que pretende repetir a trinca de ouro, mas também aposta em vários de seus colegas. "Vamos ter boas surpresas para o Brasil." Winckler garante que a preparação para a delegação brasileira foi a melhor possível e admite: os resultados já fazem do País um protagonista na competição. "Já começamos a ter um histórico de cobranças, a pressão será grande. Mas fizemos uma excelente preparação", aponta. "Tivemos apoio da psicóloga Regina Brandão, preparação fisiológica com a Unifesp e um trabalho específico para adaptação ao fuso."
Terceira edição. A Nova Zelândia recebe o terceiro Mundial Paraolímpico - as edições anteriores foram realizadas em Lille, na França, em 2002, e em Assen (Holanda), em 2006. As provas começam às 9 horas de sábado em horário local (18 horas desta sexta em Brasília), por causa do fuso de 15 horas. No dia 30, com a realização da maratona, que fecha a programação, terão desfilado 1.055 atletas de 79 países pela pista do Parque Olímpico Rainha Elizabeth 2.ª.
Mas, entre todos esses atletas, a principal estrela de Christchurch deve ser mesmo o sul-africano Oscar Pistorius. O velocista de 24 anos, campeão e recordista mundial dos 100 m, 200 m e 400 m na categoria T44 (amputados), é certamente o mais conhecido atleta paraolímpico do mundo. Pistorius empreendeu uma batalha judicial para ter direito a disputar a Olimpíada de Pequim entre os atletas sem deficiências. Acabou conseguindo o aval do Comitê Olímpico Internacional, mas não passou pelas seletivas de seu país.
A grande ausência é o irlandês Jason Smyth, o mais rápido paraolímpico do mundo. Competidor da categoria T13 (baixa visão), o velocista sofreu uma lesão nas costas e precisou desistir do Mundial. O atleta fez história em 2010: disputou o Campeonato Europeu de Atletismo, em Barcelona, Espanha, e conseguiu chegar às semifinais.
CONHEÇA O EVENTO
O Brasil em Mundiais
Lille (França) 2002 - 13 medalhas, com cinco ouros, quatro pratas e quatro bronzes
Assen (Holanda) 2006 - 25 medalhas, com quatro ouros, 11 pratas e 10 bronzes
Classificação funcional
Tem o objetivo de tornar justa a competição entre atletas com diferentes deficiências. O Comitê Paraolímpico Internacional (CPI) reconhece cinco categorias: paralisados cerebrais, deficientes visuais, cadeirantes, amputados e "les autres" (que não se encaixam em outras categorias). Os atletas são classificados após avaliação em três estágios: médico, funcional e técnico.
Classes
- Quanto menor o número, maior o grau de comprometimento
Provas de campo (arremessos, lançamentos e saltos)
F11 a F13 - deficientes visuais
F20 - deficientes intelectuais
F31 a F38 - Paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes e 35 a 38 para ambulantes)
F40 - anões
F41 a F46 - amputados e les autres
F51 a F58 - Competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações)
A competição
O Mundial Paraolímpico de Atletismo começa hoje e vai até o dia 30, em Christchurch, Nova Zelândia, palco de sua 3ª edição. A principal estrela é o sul-africano Oscar Pistorius. O velocista de 24 anos é campeão e recordista mundial dos 100 m, 200 m e 400 m na categoria T44 (amputados)
Fonte: Estadão
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Aniversário de São Paulo
Imagem Google
São Paulo faz 457 anos. Apesar de todos os problemas desta metrópoles, adoro viver nela. Quando nasci, a 54 anos atrás, a cidade já demonstrava sua pujança. Lembro que minha mãe me levava aos hospitais, ou nas Clínicas ou na Santa Casa, que já eram considerados os maiores em suas especialidades. Me tratei nos dois.
O grande gargalo de uma megalópole é o seu transito e não tem sido diferente desde então. Necessitamos de mais transporte coletivo, as linhas de ônibus já estão saturadas, assim como o metrô. Nossos governantes não conseguem executar um plano de expansão a contento, estão sempre atrasados. O PSDB irá completar 20 anos de governança e não conseguiu cumprir sua meta de expansão do metrô e a periferia da cidade está jogada à saga dos donos do transporte via microônibus ou vãs que os atende de acordo com seus interesses e não o da população.
Espero, sinceramente, que a cidade melhore e que a inclusão de todos seja a política da vez.
Feliz Aniversário São Paulo.
São Paulo faz 457 anos. Apesar de todos os problemas desta metrópoles, adoro viver nela. Quando nasci, a 54 anos atrás, a cidade já demonstrava sua pujança. Lembro que minha mãe me levava aos hospitais, ou nas Clínicas ou na Santa Casa, que já eram considerados os maiores em suas especialidades. Me tratei nos dois.
O grande gargalo de uma megalópole é o seu transito e não tem sido diferente desde então. Necessitamos de mais transporte coletivo, as linhas de ônibus já estão saturadas, assim como o metrô. Nossos governantes não conseguem executar um plano de expansão a contento, estão sempre atrasados. O PSDB irá completar 20 anos de governança e não conseguiu cumprir sua meta de expansão do metrô e a periferia da cidade está jogada à saga dos donos do transporte via microônibus ou vãs que os atende de acordo com seus interesses e não o da população.
Espero, sinceramente, que a cidade melhore e que a inclusão de todos seja a política da vez.
Feliz Aniversário São Paulo.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Imagem google
Fui ao Shopping Metrô Tatuapé para tirar uma cópia de uns documentos para a minha mãe, já que estou de folga, e quem sabe pegar um cinema à tarde. Sonho meu, véspera de feriado na cidade, o local estava cheio e o que é pior, as escadas rolantes e os elevadores não estavam funcionando, ou melhor, só havia um elevador funcionando, um dos panorâmicos.
Fiquei na “fila” uns quinze minutos para poder acessar o elevador, isso para descer um piso. Tirei as cópias dos documentos e empreendi a viagem de volta, perguntei a um segurança o por quê de só um elevador estar funcionando. Disse que a chuva da noite passada foi a vilã, pois a quantidade de água de caiu inundou as casas de máquinas do sub-solo e parou tudo, o shopping que abre as dez horas, só foi aberto por volta das 10h40m, e que não sabia a que horas voltaria a funcionar com a normalidade de sempre, visto que já eram duas e trinta da tarde e não havia previsão, pelo menos por hora e já ameaçava nova chuva.
Saí pelo térreo, que dá acesso ao metro e só havia uma escada rolante funcionando, o que vi enquanto a escada rolava era a quantidade de água que vinha junto entre os seus degraus. Torci pra escada não parar no meio do trajeto. Deu tudo certo.
Fui ao Shopping Metrô Tatuapé para tirar uma cópia de uns documentos para a minha mãe, já que estou de folga, e quem sabe pegar um cinema à tarde. Sonho meu, véspera de feriado na cidade, o local estava cheio e o que é pior, as escadas rolantes e os elevadores não estavam funcionando, ou melhor, só havia um elevador funcionando, um dos panorâmicos.
Fiquei na “fila” uns quinze minutos para poder acessar o elevador, isso para descer um piso. Tirei as cópias dos documentos e empreendi a viagem de volta, perguntei a um segurança o por quê de só um elevador estar funcionando. Disse que a chuva da noite passada foi a vilã, pois a quantidade de água de caiu inundou as casas de máquinas do sub-solo e parou tudo, o shopping que abre as dez horas, só foi aberto por volta das 10h40m, e que não sabia a que horas voltaria a funcionar com a normalidade de sempre, visto que já eram duas e trinta da tarde e não havia previsão, pelo menos por hora e já ameaçava nova chuva.
Saí pelo térreo, que dá acesso ao metro e só havia uma escada rolante funcionando, o que vi enquanto a escada rolava era a quantidade de água que vinha junto entre os seus degraus. Torci pra escada não parar no meio do trajeto. Deu tudo certo.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Domingão
O domingo, por fundamentação bíblica e etimológica, é considerado o primeiro dia da semana, seguindo o sábado e precedendo a segunda-feira, é um dia de oração e de descanso para a maioria dos cristãos e povos de todo o mundo.
Tenho feito exatamente isso: aos domingos descanso, para estar pronto pra enfrentar a segunda feira, apesar que nesta segunda não vou trabalhar, pois dia 25 é aniversário de São Paulo e o Tribunal onde trabalho deu o dia 24 como ponte, um ótimo final de semana prolongado, mais alguns dias de ócio e sem chuva na cidade, pelo menos por enquanto.
Tomando umas brejas com amigos na padaria, jogando conversa fora e rindo a vera com as tiradas que nascem espontaneamente e marcam essa nossa vida, que no final das contas é o que conta.
Espero que vocês tenham tido um ótimo fim de semana. Eu e minha cadeira de rodas estamos em descanso, só na quarta volto ao batente e já esperando o próximo fim de semana, como todo brasileiro.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Começou hoje e vai até 31 de janeiro os Jogos Paraolímpicos , este ano acontecem na Nova Zelândia. Realizados pela primeira vez em 1960 na cidade de Roma, Itália, têm sua origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições esportivas para deficientes físicos, como forma de reabilitar militares atingidos na Segunda Guerra Mundial. (Wikipédia)
O símbolo dos jogos, este que está acima, é representado por três cores: vermelho, azul e o verde. Que simbolizam mente, corpo e espírito.
Em 2016, ocorrerão no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, tanto as Olimpíadas como a Paraolímpiadas.
Os Jogos paraolímpicos são semelhantes aos jogos olímpicos, mas a estes é restrita a participação de atletas com algum tipo de deficiência física ou mental. Estes jogos iniciaram-se em 1948, organizando-se uma competição entre sobreviventes da segunda guerra mundial que possuíam lesões na medula. Em pouco tempo, 1952, juntaram-se a eles competidores dos países baixos, tornando assim este um evento internacional. Os primeiros jogos envolvendo deficientes físicos, já semelhantes aos jogos olímpicos, aconteceram em Roma, em 1960. Ficaram conhecidos como jogos paralímpicos. (InfoEscola)
Nossos atletas paraolímpicos são muito bons competidores, já ganhamos a primeira medalha do dia, nos 10 mil metros. Outras virão com certeza.
Estarei acompanhando. Volto com outros posts.
Bom final de semana a todos.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
E o Palmeiras, hem?
Imagens Google
E o Palmeiras Venceu
Ontem 20-01-2011, a Sociedade Esportiva Palmeiras venceu seu primeiro jogo no Campeonato Paulista, contra o Ituano, 4 a 1, jogo realizado em Piracicaba, com 2 gols de Kleber, um de Dinei e outro de Tinga. Nosso próximo adversário será o Oeste, também fora de casa.
Na noite anterior, foi escolhido novo presidente, Arnaldo Tirone, que assume o clube com uma dívida de mais de 154 milhões, impagável.
Enquanto isso segue a construção da nova arena palestrina, que deve ficar pronta para o ano de 2014, quando da realização da Copa do Mundo no Brasil, assim poderemos voltar mandar nossos jogos em casa.
E o Palmeiras Venceu
Ontem 20-01-2011, a Sociedade Esportiva Palmeiras venceu seu primeiro jogo no Campeonato Paulista, contra o Ituano, 4 a 1, jogo realizado em Piracicaba, com 2 gols de Kleber, um de Dinei e outro de Tinga. Nosso próximo adversário será o Oeste, também fora de casa.
Na noite anterior, foi escolhido novo presidente, Arnaldo Tirone, que assume o clube com uma dívida de mais de 154 milhões, impagável.
Enquanto isso segue a construção da nova arena palestrina, que deve ficar pronta para o ano de 2014, quando da realização da Copa do Mundo no Brasil, assim poderemos voltar mandar nossos jogos em casa.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Lua, cinema e metrô.

Ontem, 19-01-2011, fui ao cinema assistir o desenho Enrolados, em 3D. Foi pura diversão. Sempre gostei de desenhos animados, quando criança vivia na casa de meus amigos assistindo TV e me divertindo com os programas infantis. Adulto, não deixei este hábito e sempre que posso vou ao cinema para ver. Ultimamente tem havido ótimos desenhos, em 3D ou não, que as novas tecnologias tem tornado possível de faze-lo.
Enrolados é um desses casos. Recomendo. Vá assistir!
Quando sai do cinema, na volta para casa, ao esperar o trem do metrô tive que ter muita paciência, pois estes trens novos que circulam na linha leste-oeste são muito altos, dando a impressão que não vou conseguir entrar. Fico mais um tempo na plataforma esperando passar um trem mais acessível.
Saindo do metrô, me deparei com uma lua linda, enorme, como há muito não via. Já havia parado de chover e as nuvens eram poucas no céu. Morar em cidade grande, poluída dá nisso.
Imagem Google
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A vida nada fácil de um cadeirante

Com as chuvas que tem caído em Sampa, a vida de um cadeirante, como eu, não tem sido fácil. Meu carro está no concerto, então tenho que ir trabalhar montado na minha cadeira de rodas. Odeio usar capa de chuva, então tenho que esperar o tempo dar um tempo e pegar umas "garoas".
A questão que me deixa puto da vida, são as calçadas. Quebrei a roda dianteira da Cadeira de Rodas por que não vi um dos vários buracos que existem nas mesmas. Foi um sufoco chegar em casa: com chuva e cadeira quebrada.
Imagem do Google
segunda-feira, 29 de março de 2010
Como Tirar Medidas de Sua Cadeira de Rodas

Aprenda a tirar as medidas da sua cadeira
Christian Matsuy - segunda-feira, 29 de março de 2010 - 01:04
Nossos últimos posts relacionados a cadeiras geraram muitas dúvidas sobre como escolher as medidas corretas na hora de se comprar uma. E baseados nisso, criamos um pequeno guia de como tirar você mesmo as medidas da sua cadeira.
É necessário conhecermos nosso corpo muito bem, como ele se comporta após a lesão, seu nível de equilíbrio, se você é para ou tetra, enfim, essas variáveis que você vai medir “mentalmente”. É importante que você teste seus limites, e faça isso várias vezes, em diferentes situações, com a cadeira em movimento, com ela parada, se imaginar em situações de transferência, tudo isso é muitíssimo importante na hora de decidirmos algumas medidas. Caso ainda não tenha essa opinião formada, agora é o momento para começar a exercitar essas percepções. Independente de você comprar uma nova cadeira.
Existem terapeutas especializados em cadeiras, geralmente terapeutas ocupacionais com especialização em adequação postural. Se você nunca passou por uma consulta com um profissional desses, é altamente recomendável que você o faça. Nos grandes centros de rehabilitação, com um pouco de espera, se consegue uma consulta dessas até de graça. Na AACD SP, por exemplo, é feita uma avaliação com uma assistente social que vai dizer o quanto você pagará pela consulta, ou se ela será gratuita. As unidades das rede Sarah também fazem esse serviço. Algumas lojas especializadas fornecem essa consulta grátis caso compre a cadeira com eles.
Bem, passada essa parte mais burocrática da coisa, vamos às medidas da cadeira propriamente dita.
Nos diagramas acima, vemos uma cadeira mobobloco. Segundo a ordem alfabética temos:
A – Largura do assento
B – Profundidade do assento
C – Altura do assento ao chão – dianteira
D – Altura do assento ao chão – traseira
E – Altura do assento ao apoio de pés
F – Altura do encosto
G – Ângulo do encosto
H – Centro de gravidade das rodas traseiras
I – Largura inferior do apoio de pés
J – Cambagem (inclinação da roda traseira)
K – Distância da roda ao quadro
L – Ângulo de inclinação da parte frontal da cadeira
Explicaremos todas as medidas abaixo, porém gostaríamos de salientar que os fabricantes nacionais não utilizam todas as medidas desse gabarito, portanto é sempre recomendado que você utilize a ficha de prescrição fornecida pelo fabricante. Em caso de dúvidas, não hesite em ligar para a fábrica e perguntar. Se você não se sente seguro o suficiente, procure ajuda especializada, afinal você está adquirindo uma cadeira e suponho que vá passar muito tempo sentado nela.
A – Largura do assento
Deve ser medida com a pessoa sentada na cadeira, na região mais larga do seu quadril (abri esse parênteses, pois foi questionado se poderia ser tirada a medida deitado). Leve em conta a sua preferência, mas no geral essa medida deve ser justa, caso você saiba que possa vir a ganhar peso facilmente, calcule essa medida com uma folga, lembrando que essa é a medida que vai influenciar na largura total de sua cadeira, ou seja, quanto mais larga, maiores serão as dificuldades para passar em portas e outros lugares onde costumamos entalar.
B – Profundidade do assento
A profundidade do assento é uma medida que vai depender da sua altura. Ela também influi no modo com que suas pernas ficarão posicionadas: em teoria, assento mais curto tende a deixar as pernas abertas e assento mais profundo tende a deixar as pernas mais juntas, lembrando que isso é teórico e pode não ser uma verdade para todos. A profundidade é importante para uma distribuição de peso mais uniforme sobre a almofada do assento. Se você tem problemas com úlceras de pressão, pense nisso. Leve em conta o seu gosto também.
C – Altura frontal do assento ao chão
Essa medida, o nome já diz tudo né? Acredito que aqui não serão necessárias muitas explicações, porém é importante salientar que essa medida é que vai definir em que altura seus joelhos ficarão, ou seja, ela indica se você vai ter facilidade de entrar embaixo de certas mesas. Pessoas com mais de 1,80m devem ficar atentas a essa medida, e eu sou prova disso, pois já tive uma cadeira que não entrava embaixo da mesa da minha própra casa (confiei no vendedor de cadeiras e me ferrei).
D – Altura traseira do assento ao chão
Assim como a medida acima, ela também é auto-explicativa, mas aqui temos um detalhe importantíssimo: a diferença entre essas duas medidas. É recomendável que exista uma diferença, com a frente mais alta que a traseira, e essa diferença recebe o nome de TILT. com a altura traseira um pouco mais baixa, seu assento terá uma inclinação, que lhe dará estabilidade e equilibrio, pois você ficará mais “encaixado” no assento. Até mesmo algumas cadeiras que não são feitas sob medida têm uma diferença. Mínima, mas têm. É complicado falar em números, pois mais uma vez é preciso saber se a pessoa gosta disso, mas no geral 5cm de tilt é algo que podemos deixar como padrão. Eu, pessoalmente, utilizo 10cm de tilt em minha cadeira. Na hora que alguém freia bruscamente a cadeira, essa medida evita que a força da inércia te jogue pra frente. Uma cadeira com a traseira mais baixa também pode possibilitar que você consiga até colocar a mão no chão e pegar objetos que caíram, o que pode ser muito benéfico.
E – Altura do assento ao apoio de pés
Aqui temos que tomar cuidado e medir muito bem, pois o apoio não deve ficar abaixo do ideal, isso pode até lhe trazer alguma deformidade. E se ficar alto, pode forçar muito devido ao excesso de peso de suas pernas podendo ocasionar incômodos, além do que isso lhe deixará com as pernas mais abertas também.
F – Altura do encosto
É mais do gosto da pessoa. O ideal é que não ultrapasse a altura da sua escápula, deixando seu tronco livre para fazer movimentos de giro e facilitando o toque da cadeira.Verifique se não existe nenhum problema com sua coluna, pois a dor nas costas pode ser devida a um mau acerto de altura ou ângulo de inclinação do encosto. Quanto mais baixo, mais liberdade você terá, até mesmo para a sua função pulmonar. Sua cadeira não é pra ser a “poltrona da vovó” (larga, alta…) , mas um encosto mais alto dá mais suporte. Avalie bem suas condições físicas antes de mudanças radicais e, se puder, escolha uma cadeira com a altura do encosto regulável.
G – Ângulo do encosto
Aqui também não temos muito mistério. Há quem prefira ficar com o tronco mais ereto e quem goste de ficar um pouco reclinado, eu utilizo 92 graus, inclinado levemente para frente. Assim, com o peso das minhas costas, o encosto cede um pouco me deixando na posição que eu gosto. Se você escolher 89 graus, sua cadeira ficará um pouquinho reclinada para trás levando sempre em conta o laceamento do encosto, Ah! se seu encosto for do tipo rígido, não conte com o fator dele lacear.
H – Centro de gravidade / posição das rodas traseiras
Essa medida é muito importante e pouco levada em consideração pela grande maioria devido a falta de conhecimento. De acordo com a posição das suas rodas traseiras, mais à frente ou atrás, a cadeira fica mais fácil de tocar, pois distribue-se melhor o peso. Ela também é responsável por deixar a cadeira mais fácil de empinar, e é preciso cuidado nessa hora pois uma medida errada pode deixar a cadeira muito perigosa e você terá que utilizar rodas antitombo que impedirão que a cadeira vire para trás. Eu acho que empinar é um mal necessário, e a Bianca até já escreveu um post sobre isso. Considerando uma cadeira padrão de 40×40cm de largura e profundidade, para um cadeirante ativo, é recomendado no mínimo 4cm de avanço do centro de gravidade.
I – Largura inferior do apoio de pés
Os fabricantes nacionais não fornecem essa opção, ou seja, a sua cadeira poderá ter essa largura igual a largura do assentou OU com uma diferença de alguns centímetros apenas, o que na minha humilde opinião deixa o apoio de pés muito largo fazendo que nossos pés fiquem devidamente acomodados. Isso evita espasmos, e que seu pé vá para frente em um terreno mais acidentado.
J – Cambagem (inclinação da roda traseira)
É o ângulo de inclinação das rodas traseiras, em cadeiras utilizadas para a prática de esportes é muito comum vermos as rodas inclinadas, pode-se optar por uma pequena inclinação, mas lembramos que isso aumenta a largura total de sua cadeira.
K – Distância da roda ao quadro
Eu nem deveria falar dessa medida aqui, pois desconheço a existência de algum fabricante nacional que utilize essa medida, é basicamente a distância entra a roda traseira e a lateral da cadeira, essa medida também afeta a largura total da cadeira e sempre recomdendamos que ela seja a menor possível. Não estranhe se não encontrar essa medida nos formulários de prescrição, mas a medida que vem padrão é aceitável.
L – Ângulo de inclinação da parte frontal da cadeira
Aqui será definido o modo que desejamos deixar nossas pernas, se você prefere ficar com o joelho completamente dobrado, escolha 85 graus, mas se isso lhe causa algum desconforto você pode abrir mais o ângulo, lembrando que isso deixará o comprimento total de sua cadeira um pouco maior. Os fabricantes nacionais não fazem cadeiras com mais de 85 graus de inclinação.
Toda cadeira nova tem um tempo mínimo para adaptação (principalmente quando se sai de uma com medidas padronizadas para uma personalizada), quando sai sentei na minha primeira cadeira sob medida, achei muito estranho, mas em poucas semanas já estava me entendendo com ela. Acho que o mais importante foi escrito aqui, o guia não está perfeito, mas já ajuda a esclarecer muitas dúvidas. Em breve teremos posts referentes a acessórios e outros opcionais que uma cadeira possa ter.
Ainda tem dúvidas? A comunidade do blog no Orkut tá aí pra isso!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Uma Vitória da Lógica e da Democracia
Uma vitória da lógica e da democracia
Por Luiz Antonio Magalhães em 18/6/2009
Não é mais preciso de canudo para ser jornalista no Brasil. Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal julgou na sessão de quarta-feira (17/06) a questão da obrigatoriedade de diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Foram oito votos contrários e apenas um favorável à exigência. Trata-se de uma vitória do jornalismo e da democracia brasileira, reafirmando as teses da liberdade de expressão e do livre pensamento, garantidas pela Constituição Federal.
Este observador já se manifestou sobre o assunto e sempre apoiou o fim da obrigatoriedade do diploma. Antes que alguém pergunte, cabe logo o esclarecimento: jornalista desde 1995, quem assina este texto não tem o diploma específico, é formado em História pela Universidade de São Paulo e abandonou, no terceiro ano, o curso de Administração Pública na Fundação Getulio Vargas para abraçar a profissão (opção esta que acarretou algum prejuízo material, certamente). É preciso, portanto, desde logo esclarecer que não se trata aqui de advogar em causa própria, pois ao longo desses quase 15 anos a falta de diploma jamais foi óbice para o trabalho em veículos tão diferentes quanto a Folha de S. Paulo, Correio da Cidadania, PanoramaBrasil, DCI, Valor Econômico, além, é claro, deste Observatório, desde o ano 2000.
A questão da exigência do diploma para exercício do jornalismo é na verdade até simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula. Há diversas profissões com as mesmas características, além da de cozinheiro, citada ironicamente pelo ministro Gilmar Mendes. Publicitários, músicos, artistas, escritores são alguns assemelhados: é perfeitamente possível realizar o trabalho sem ter aprendido a teoria na escola.
Tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho. E de preferência manifestar esta vontade ao longo de toda a sua vida, continuamente.
Salvo exceções, os melhores profissionais acabarão sendo os mais bem formados e para isto só há uma coisa a fazer: estudar bastante. Este observador recomendaria a um jovem que deseja ingressar na profissão que curse qualquer faculdade – pode ser Direito, Economia, Engenharia, qualquer das Ciências Humanas ou até mesmo Medicina, Química ou Matemática. Uma pós-graduação em Comunicação complementaria maravilhosamente a formação, mas isto não é uma necessidade imperiosa.
O fim da exigência do diploma acaba com uma barreira corporativista tacanha, levantada por um sindicalismo medíocre, e não significa em absoluto o fim das escolas de jornalismo. De fato, o fim da exigência não impedirá que muitos jovens continuem cursando jornalismo para ingressar na profissão. Atualmente existem excelentes faculdades de Publicidade e Marketing, embora o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão. Muitos profissionais que se destacam neste meio são recrutados nas universidades. Por outro lado, gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos dos defensores de um canudo que no fundo só servia para a manutenção de seus próprios feudos no meio sindical. Ou alguém imagina, em sã consciência, um sindicato dos escritores lutando pela exigência de diploma específico para a profissão de escritor; um sindicato dos atores tentando impor a frequência em escolas de arte dramática para que seus pares subam nos palcos?
É claro que a Fenaj e as faculdades privadas (ou seriam fábricas de diplomas?) não vão dar a batalha por perdida, certamente vem aí algum projeto de lei estapafúrdio como o do Conselho Federal de Jornalismo para reinventar a obrigatoriedade do diploma. Afinal, ninguém larga a rapadura assim de graça, portanto esta briga ainda vai longe, muito longe.
Tudo somado, porém, a verdade é que o STF tomou a decisão mais acertada. Não que a questão do canudo seja central na discussão sobre mídia e imprensa no país hoje, mas o fim do diploma obrigatório foi bom para o Brasil, bom para o jornalismo, bom para os leitores. O futuro vai mostrar a correção da decisão tomada em uma fria quarta-feira de junho.
Por Luiz Antonio Magalhães em 18/6/2009
Não é mais preciso de canudo para ser jornalista no Brasil. Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal julgou na sessão de quarta-feira (17/06) a questão da obrigatoriedade de diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Foram oito votos contrários e apenas um favorável à exigência. Trata-se de uma vitória do jornalismo e da democracia brasileira, reafirmando as teses da liberdade de expressão e do livre pensamento, garantidas pela Constituição Federal.
Este observador já se manifestou sobre o assunto e sempre apoiou o fim da obrigatoriedade do diploma. Antes que alguém pergunte, cabe logo o esclarecimento: jornalista desde 1995, quem assina este texto não tem o diploma específico, é formado em História pela Universidade de São Paulo e abandonou, no terceiro ano, o curso de Administração Pública na Fundação Getulio Vargas para abraçar a profissão (opção esta que acarretou algum prejuízo material, certamente). É preciso, portanto, desde logo esclarecer que não se trata aqui de advogar em causa própria, pois ao longo desses quase 15 anos a falta de diploma jamais foi óbice para o trabalho em veículos tão diferentes quanto a Folha de S. Paulo, Correio da Cidadania, PanoramaBrasil, DCI, Valor Econômico, além, é claro, deste Observatório, desde o ano 2000.
A questão da exigência do diploma para exercício do jornalismo é na verdade até simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula. Há diversas profissões com as mesmas características, além da de cozinheiro, citada ironicamente pelo ministro Gilmar Mendes. Publicitários, músicos, artistas, escritores são alguns assemelhados: é perfeitamente possível realizar o trabalho sem ter aprendido a teoria na escola.
Tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho. E de preferência manifestar esta vontade ao longo de toda a sua vida, continuamente.
Salvo exceções, os melhores profissionais acabarão sendo os mais bem formados e para isto só há uma coisa a fazer: estudar bastante. Este observador recomendaria a um jovem que deseja ingressar na profissão que curse qualquer faculdade – pode ser Direito, Economia, Engenharia, qualquer das Ciências Humanas ou até mesmo Medicina, Química ou Matemática. Uma pós-graduação em Comunicação complementaria maravilhosamente a formação, mas isto não é uma necessidade imperiosa.
O fim da exigência do diploma acaba com uma barreira corporativista tacanha, levantada por um sindicalismo medíocre, e não significa em absoluto o fim das escolas de jornalismo. De fato, o fim da exigência não impedirá que muitos jovens continuem cursando jornalismo para ingressar na profissão. Atualmente existem excelentes faculdades de Publicidade e Marketing, embora o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão. Muitos profissionais que se destacam neste meio são recrutados nas universidades. Por outro lado, gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos dos defensores de um canudo que no fundo só servia para a manutenção de seus próprios feudos no meio sindical. Ou alguém imagina, em sã consciência, um sindicato dos escritores lutando pela exigência de diploma específico para a profissão de escritor; um sindicato dos atores tentando impor a frequência em escolas de arte dramática para que seus pares subam nos palcos?
É claro que a Fenaj e as faculdades privadas (ou seriam fábricas de diplomas?) não vão dar a batalha por perdida, certamente vem aí algum projeto de lei estapafúrdio como o do Conselho Federal de Jornalismo para reinventar a obrigatoriedade do diploma. Afinal, ninguém larga a rapadura assim de graça, portanto esta briga ainda vai longe, muito longe.
Tudo somado, porém, a verdade é que o STF tomou a decisão mais acertada. Não que a questão do canudo seja central na discussão sobre mídia e imprensa no país hoje, mas o fim do diploma obrigatório foi bom para o Brasil, bom para o jornalismo, bom para os leitores. O futuro vai mostrar a correção da decisão tomada em uma fria quarta-feira de junho.
Amar a pessoa errada
A Pessoa Errada
Em se falando de amor, há de se considerar essa hipótese: estamos em busca da pessoa errada, ou pelo menos, é ela que nos falta. Mas não falo de qualquer pessoa errada, não é próprio para o homem, ou para a mulher, uma infinidade de opções. A pessoa errada, aquela que lhe cabe sem risco de acerto, não está disponível em cada esquina. Ela se encontra exatamente na hora e lugar errados.
De um tropeço, de um ataque histérico ou crise alérgica deve surgir, pois ao amor que não machuca, não enlouquece ou sangra, falta o sal e o açúcar. Falta a verve incendiária e o instinto de morte, falta a falta de rumo e sobra o zelo e o tédio e as coisas banais.
Não é para qualquer um encontrar a pessoa errada, aquela que tem os defeitos exatos, as manias e as zangas perfeitamente incompatíveis. A pessoa errada que nos cabe deve nos tirar do sério, derrubar do prumo e nos explodir nas alturas do atordoamento. Deve ser incompreensível, um mistério assustador, um desencanto. Deve ser o espelho da manhã que nos denuncia as olheiras, as rugas e os maus pensamentos, e que nos ofusca, espeta qual alfinete, os olhos recém despertos.
A pessoa errada escapa entre os dedos logo cedo e volta para nos invadir os sonhos sem nenhuma educação ou cortesia. De uma imperfeição precisa, ela não tem graça, tem preço, e custa caro.
Tirado do Blog Gira-me
Em se falando de amor, há de se considerar essa hipótese: estamos em busca da pessoa errada, ou pelo menos, é ela que nos falta. Mas não falo de qualquer pessoa errada, não é próprio para o homem, ou para a mulher, uma infinidade de opções. A pessoa errada, aquela que lhe cabe sem risco de acerto, não está disponível em cada esquina. Ela se encontra exatamente na hora e lugar errados.
De um tropeço, de um ataque histérico ou crise alérgica deve surgir, pois ao amor que não machuca, não enlouquece ou sangra, falta o sal e o açúcar. Falta a verve incendiária e o instinto de morte, falta a falta de rumo e sobra o zelo e o tédio e as coisas banais.
Não é para qualquer um encontrar a pessoa errada, aquela que tem os defeitos exatos, as manias e as zangas perfeitamente incompatíveis. A pessoa errada que nos cabe deve nos tirar do sério, derrubar do prumo e nos explodir nas alturas do atordoamento. Deve ser incompreensível, um mistério assustador, um desencanto. Deve ser o espelho da manhã que nos denuncia as olheiras, as rugas e os maus pensamentos, e que nos ofusca, espeta qual alfinete, os olhos recém despertos.
A pessoa errada escapa entre os dedos logo cedo e volta para nos invadir os sonhos sem nenhuma educação ou cortesia. De uma imperfeição precisa, ela não tem graça, tem preço, e custa caro.
Tirado do Blog Gira-me
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Cigarros X Saúde

No caso do cigarro as transnacionais do fumo devem largamente à mídia a façanha inacreditável de ocultar a verdade durante décadas – desde os anos 1940, quando já havia nos laboratórios da indústria provas conclusivas sobre os efeitos devastadores de seu produto. Assim, toda a culpa da indústria tem de ser estendida à mídia, sua cúmplice (com as agências de propaganda), por se vender a ela. A mídia não mudou mas hoje é cúmplice envergonhada.
Desculpem a desagradável imagem acima, alusiva à data de 31 de maio - declarada em 1987, pela Organização Mundial de Saúde, o Dia Mundial Sem Tabaco. A ilustração tem sua razão. Pesquisas mostraram que imagens como essa, já tornadas obrigatórias em alguns países nos próprios maços de cigarro, são eficazes para desencorajar o fumo e pressionar fumantes a abandonar o vício.
Há outras, menos agressivas, mas sem a mesma força dissuasiva. Daí a indústria de cigarro, ao negociar acordos extra-judiciais (já firmados nos EUA com Procuradores Gerais de 46 estados), ter concordado com o pagamento de bilhões de dólares em indenização pelo custo das doenças causadas pelo fumo mas ir a extremos contra imagens nos maços para expor o efeito destruidor de seu produto.
As imagens são a verdade que a indústria obstina-se em esconder. No passado – graças à cumplicidade das agências de propaganda e, em especial, da mídia – elas eram substituídas na tela da TV e nas páginas dos jornais e revistas pelos anúncios mentirosos segundo os quais o cigarro, além de saudável, é a receita do sucesso – e traz iates, mulheres, carros de luxo, etc.
A mídia não mudou mas hoje é cúmplice envergonhada. Nem por isso a do Brasil deu qualquer atenção à data anti-fumo – que nos EUA levou o New York Times a publicar editorial vigoroso contra a ação fraudulenta da indústria, ainda obcecada em contornar proibições legais. A exceção no Brasil foi um texto do Valor Econômico a 29 de abril, traduzido de Business Week. Mostrava como a Philip Morris amplia a venda de cigarros em outros países, para compensar a perda nos EUA.
Quando a saúde está em questão
Muita gente costuma recordar até a data em que decidiu abandonar o cigarro. Para uns, claro, é bem mais difícil do que para outros. Comigo aconteceu há 40 anos, quando era editor internacional da revista Fatos e Fotos, na editora Bloch. Éramos uma equipe pequena na cozinha da redação: Cláudio Mello e Souza (diretor), Leo Schlafman, Sérgio Augusto, Paulo Perdigão, Luis Lara Resende.
Na outra sala ficava a reportagem, chefiada por Ney Bianchi. Difícil lembrar todos os nomes, mas Carlos Castilho, Hedyl Valle Júnior, José Paulo Kupfer e Margarida Autran estavam entre eles. Na redação talvez todos fumassem. Parei de fumar depois de reportagem na TV Tupi. Ali um médico pesquisador fora convincente sobre os efeitos do cigarro (podia ser só “recado” da emissora, então em declínio, à indústria, para ter mais anúncios. “Hollywood, o sucesso” era uma das campanhas – na TV, rádio, jornais, outdoors, contra-capas de revistas (como Fatos e Fotos), etc.
Como estudioso da mídia, sempre me indignou suas relações promíscuas com o anunciante. Às vezes, como no episódio da vacina obrigatória no Brasil, a mídia é leviana também por motivação política (de baixo nível), indiferente à saúde das pessoas. Naquela cobertura aliara-se ao obscurantismo, insuflando uma revolta popular, quando devia no mínimo ser informativa, esclarecedora – e responsável.
A Nestlé e a ameaça aos bebês
No caso do cigarro as transnacionais do fumo devem largamente à mídia a façanha inacreditável de ocultar a verdade durante décadas – desde os anos 1940, quando já havia nos laboratórios da indústria provas conclusivas sobre os efeitos devastadores de seu produto. Assim, toda a culpa da indústria tem de ser estendida à mídia, sua cúmplice (com as agências de propaganda), por se vender a ela.
É semelhante, na história recente, o caso da cumplicidade da mídia com a Nestlé e outras corporações do mesmo ramo, empenhadas durante décadas – e para tanto, investindo fortunas incalculáveis – em campanhas enganosas de propaganda para forçar mães no mundo inteiro a trocar a amamentação dos filhos por seus produtos prejudiciais à saúde dos bebês, já que enfraqueciam as defesas deles.
A vitória da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para as Crianças) contra a Nestlé e o lobby mundial do leite em pó também foi dificultada por causa das relações promíscuas da mídia com as corporações afetadas – em troca das verbas da propaganda. Só a duras penas a Nestlé, alvo principal, recuou e admitiu mudar ao menos o caráter de seus anúncios nocivos.
Como as duas organizações do sistema da ONU são de governos (sensíveis a pressão), foi necessário ainda grande esforço de grupos não governamentais, como “Save the Children” e “International Baby Food Action Network”, alertando para o risco da troca da amamentação pela infant formula da Nestlé, que prejudica os bebês, ampliando a mortalidade infantil nos países mais pobres.
Do boicote à liberdade individual
A idéia de um boicote mundial contra produtos da Nestlé foi lançada primeiro em 1974, com um panfleto na Inglaterra (título: “The Baby Killer”, o assassino de bebês). A Nestlé ganhou, após dois anos, um processo de injúria e difamação contra os responsáveis. Mas a vitória moral foi dos réus: tanto pela pena, uma multa irrisória, como pela afirmação do próprio juiz de que a Nestlé devia, sim, mudar sua propaganda.
Depois do processo veio um grande boicote, iniciado em cinco países. Em 1978 o Senado dos EUA abriu investigação e no ano seguinte Unicef e OMS iniciaram o debate de um código com restrições à comercialização e à propaganda do leite em pó. Suspenso em 1988, quando a Nestlé aceitou relutantemente o código, o boicote foi reativado depois, devido a violações da empresa. Até hoje persiste em alguns países.
Tanto em relação à Nestlé como ao cigarro, a cumplicidade da mídia é garantida pelas relações promíscuas da indústria com veículos. Além de embolsar milhões com a propaganda, os veículos ainda suprimem notícias contrárias aos interesses da indústria. E esta, ao se estender a outra área, de alimentos, não deixa de “premiar” com anúncios destes a mídia “compreensiva” com o cigarro, proibido de anunciar.
Provado em definitivo o efeito devastador do cigarro, que leva até à morte, advogados da indústria tiraram outro coelho da cartola. Criaram grupos de defesa da “liberdade individual”: nasceu assim a imagem do fumante como suposto “libertário” em luta contra o Estado opressor, que reprime seu direito de fumar (e morrer) – sem se dar conta, claro, de estar servindo aos que faturam com seu vício, nunca à liberdade.
Copiado do Blog de Argemiro Ferreira
Copa do Brasil


Foram para a final da Copa do Brasil os dois clubes mais fortes da competição. Estou escrevendo este post antes do sorteio para saber onde será o primeiro jogo. Contínuo acreditando que o Inter será o Campeão, ainda mais se jogar com o time completo.
Ontem os dois jogos foram muito fracos, tanto o Corintians como o Intenacional jogaram com o regulamento embaixo do braço. Vamos ver uma final eletrizante, é o que espero.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Paulo Freire
COPA DO BRASIL

Nesta quarta feira, 03-06-2009, conheceremos os dois finalistas da Copa do Brasil, versão 2009. Conhecida também como o caminho mais rápido para disputar a Libertadores, normalmente o ganhador desta copa fica no meio do caminho do brasileirão. Será?
Se for o Inter o campeão, duvido que deixará de brigar pelo primeiro lugar neste brasileirão. Com o Corintians a mesma coisa deve acontecer, ou seja, seus torcedores não aceitam que o time faça corpo mole. Agora Vasvo e Coritiba...bem não vejo muitas chances de chegarem a final, posso até morder a língua, más duvido.
Volto a escrever sobre este assunto na quinta-feira, dia quatro. Então até lá.
Verdão lamenta pontos perdidos no início do Brasileirão

O empate contra o Barueri manteve o Palmeiras apenas na zona intermediária do Campeonato Brasileiro: na 11ª colocação, com cinco pontos. A competição nacional ainda está no começo, mas o clima é de lamentação no Palestra Itália ao se levar em conta um outro claro vacilo.
Além da recente igualdade contra o caçula, o Palmeiras lastima o resultado da segunda rodada contra o Internacional, em Porto Alegre. O atual líder do Brasileirão atuou com um time misto durante boa parte do jogo. Mesmo assim, superou o Verdão por 2 a 0.
Agora, o Palmeiras já está sete pontos atrás do representante gaúcho. "Futebol é assim mesmo, não podemos dar moleza", queixa-se o volante Pierre, sem esconder a frustração dos pontos perdidos.
Diante do Barueri, as falhas defensivas foram as responsáveis pelo tropeço do Palmeiras, que tinha dois gols de vantagem. Com faro de artilheiro, o experiente Pedrão deixou sua marca duas vezes contra o goleiro Marcos.
"Tivemos desatenções, erros que não podem acontecer", admite Pierre, principal responsável pela marcação palmeirense no meio-de-campo. "Com todo respeito ao Barueri, deixamos escapar dois pontos", emenda.
Apesar da atuação confusa no domingo, a ordem é clara no Verdão: evitar uma desagradável caça às bruxas. "Tivemos erros coletivos, quer precisam ser corrigidos. Mas não há um único culpado", despista Pierre.
O Palmeiras espera aproveitar dois jogos em casa para iniciar uma reação no Campeonato Brasileiro. Antes da decisão nas quartas de final da Libertadores contra o Nacional, do Uruguai, os comandados do técnico Wanderley Luxemburgo pegam Vitória e Cruzeiro no Palestra Itália.
(Texto retirado da Gazeta Esportiva Net)
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Blogo do Amigo "malacabado" Jairo


No último sábado do mês de maio, 30-05-2009, estive em uma festa em que comemorávamos um ano e um mês de vida de um blog muito legal, escrito pelo amigo Jairo, da Folha de São Paulo. O nome do blog se chama "Assim Como Você", e o Jairo escreve muito bem seus pensamentos e vivências. Tem um jeito todo especial de escrever, nos chamam de "malacabados" e a grande busca do blog é ajudar na conquista do Mundo. Um dia o mundo será administrado pelos maxtrianos, a Grande Matrix irá se impor e um novo império irá surgir.
A festa foi um sucesso!
Palmeiras...Palestra...Porcada

Continuamos a jogar para o gasto. Ontem em Barueri não foi diferente, ganhando o jogo de dois a zero, com um dos gols de Obina, deixamos o time da casa empatar...e ainda por cima com um gol bizarro. O Pedrão, atacante do Barueri, estava no chão, sentado e assim mesmo o deixaram arrumar a bola e chutar para o arco de Marcos que nada pode fazer a não ser olhar a bola entra no ângulo esquerdo.
O treinador Luxenburgo, ao fim do jogo, em entrevista as redes de televisão comparou-se a Sir Ferguisson, do Time Inglês Manchester, é ou não é uma piada, e de mal gosto diga-se de passagem.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Palmeiras na Libertadores

Ontem, na Parque Antartica, o Palmeiras não jogou nada. O Varderley Luxenburgo não soube escalar o time, tanto que com vinte minutos de jogo fez duas substituições. O time não tem jogado nada em casa, a defesa é uma piada de mal gosto, o único que se salva é o goleiro Marcos. O meio campo é sofrível, de vez em quando acerta uma bola, e o ataque...bem o ataque não leva perigo nenhum as defesas inimigas. Ontem o que se viu, foi um time apático, sem pegada, sem jogada ensaiada...efim um time de fim de feira. O Obina não fará a diferença que se espera dele, será mais um no elenco ruim que o Palmeiras montou para 2.009.
A Diretoria do Verdão faria bem se mandasse embora a comissão técnica e iniciasse tudo de novo. Estou cansado de ver o Palmeiras jogando mal. Estamos nas quartas de final graças ao Marcos, acredito que o Sport faria melhor. Tem mais garra, mais vontade.
É uma vergonha!!!!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Direto da Rede Globo-Seu Gazeta e Seu Planeta

Nota de esclarecimento do Casseta & Planeta aos Deputados..
Vejam a noticia... depois leia a resposta...
ao Deputados...
A Nota de Esclarecimento realmente é digna dos Cassetas.
É O MÁXIMO!!!
O Globo (Brasília):
Câmara se queixa do 'Casseta & Planeta'
Pressionada por deputados, a Procuradoria da Câmara vai reclamar junto à
Rede Globo pelas alusões feitas no programa 'Casseta & Planeta' exibido
terça-feira passada.
Os parlamentares reclamaram especialmente do quadro em que foram chamados de
' deputados de programa '. Nele, uma prostituta fica indignada quando lhe
perguntam se ela é deputada? O quadro em que são vacinados contra a ' febre
afurtosa' também provocou constrangimento.
Na noite de quarta-feira, um grupo de deputados esteve na Procuradoria da
Câmara para assistir à fita do programa. Segundo o procurador Ricardo Izar
(PMDB-SP), duas parlamentares choraram-coitadinhas. Izar se encontrará
segunda-feira com representantes da emissora, para tentar um acordo, antes
de recorrer à Justiça.
O presidente da Câmara também se disse indignado: - O programa passou dos
limites. Eles têm talento suficiente para fazer graça sem desqualificar a
instituição (que instituição???), que garante a liberdade para que façam
graça.
O diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger, disse que a rede
só se pronuncia sobre ações judiciais, depois de serem efetivadas.
Os humoristas do Casseta & Planeta não quiseram falar sobre o assunto,
dizendo não querer 'dar importância à concorrência'.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
'Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo CASSETA & PLANETA, tomamos
conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos
Deputados de nos processar por causa de uma piada veiculada em nosso
programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns
pontos:
1.. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender as prostitutas . O
objetivo da piada era somente de comparar duas categorias profissionais que
aceitam dinheiro para mudar de posição.
2.. Não vemos nenhum problema em ceder um espaço para o direito de Resposta
dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e
condizente com a linha do programa.
3.. Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações
ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a ' interromper seu
descanso .'
Equipe do Casseta & Planeta
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